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Imaginação infantil: o que realmente desenvolve a criatividade da criança?

A gente cresceu acreditando que imaginação tem a ver com fantasia: Papai Noel, Coelho da Páscoa, Princesas, Super-heróis...


Tudo isso parece parte de uma infância cheia de criatividade, magia, encanto.

E é curioso perceber como isso está tão naturalizado que quase não se questiona.

Mas… e se a base da imaginação for outra?


A criança pequena não está imaginando, ela está entendendo o mundo

Na primeira infância, a criança não está tentando fugir da realidade.

Ela está tentando entender a realidade.


Ela observa tudo... toca... repete... experimenta...

Tudo ainda é muito novo e (especialmente na cabeça dela) precisa fazer sentido.


É desse processo que nasce algo que a gente costuma chamar de imaginação…mas que, na verdade, começa muito antes.


Vamos entender um pouco com esse vídeo com a nossa diretora pedagógica, Nathalia Teles:


“Fantasia é o mundo irreal, de coisas que são inventadas. Imaginação é o desenvolvimento da inteligência. A gente usa a imaginação para desenvolver e criar coisas.”

Quando a gente escuta isso, muda o lugar da imaginação. Ela deixa de ser algo solto, abstrato…e passa a ser pensada.


Algo que se desenvolve a partir do que a criança vive.


E a fantasia? Ela vai existir.

E aqui entra uma parte importante.


A gente vive em um mundo onde a fantasia está presente.

As crianças vão ouvir falar de Papai Noel, vão ver o coelho da Páscoa, vão conhecer personagens... Isso não tem como (nem precisa) ser ignorado.


O que muda é o papel do adulto. É a forma como a gente apresenta essas histórias.


A criança pequena ainda não consegue diferenciar com clareza o que é real do que é imaginado.

Então, quando tudo é apresentado como verdade, ela tenta organizar aquilo dentro da realidade que está construindo.


E é aí que pode gerar confusão.


Esse é um ponto que costuma gerar muitas dúvidas, e que também é aprofundado por profissionais que se dedicam à formação Montessori no Brasil.


Como explica Gabriel Salomão, mestre Montessori e responsável por uma das formações mais reconhecidas na área no país:



Então o que fazer, na prática?

Não é sobre tirar o encantamento e, sim, sobre mudar de onde ele vem.


Em vez de sustentar personagens como algo real, a gente pode trazer experiências que façam sentido para a vida da criança.


  • Um amigo secreto em família.

  • Uma caça aos ovos pensada dentro da casa, com pistas e desafios.

  • Preparar algo juntos.

  • Observar a natureza.


Coisas simples, mas que são vividas de verdade.


A imaginação nasce disso

Quando a criança vive, observa, experimenta… ela começa a criar.


Ela conecta ideias, cria experiências e inventa a partir do que ela já conhece.


A imaginação da criança se constrói a partir do que ela vive, é assim que a inteligência se organiza.

Talvez a mudança de olhar esteja aqui:

A infância precisa de sentido.

Mais vida acontecendo de verdade.

Porque é isso que sustenta uma imaginação rica, criativa e consistente.


Para continuar essa conversa

Esse é um tema que ainda gera muitas dúvidas e que merece ser olhado com mais profundidade no dia a dia.


Por aqui, seguimos trazendo reflexões, exemplos práticos e recortes da nossa vivência com as crianças.


Se esse assunto fez sentido para você, vale acompanhar o nosso Instagram e continuar essa conversa com a gente por lá.


Comente aqui: como é a fantasia por aí, muito presente?

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